Centro da Juventude de Cajueiro Seco promove a cultura hip-hop
Sem categoria- 10/2/2011
- 18h19min
O movimento Hip-hop como forma de manifestação cultural e política é o tema de uma série de atividades desenvolvidas com os jovens do Centro da Juventude de Cajueiro Seco que faz parte do programa Vida Nova do Governo do Estado coordenado pela Secretária de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSDH). Desde o último dia 12, os contextos da arte são abordados com exibição de vídeos, rodas de diálogo, oficinas de dança e grafite. O projeto conta com a parceria do Movimento Cultural Cores do Amanhã, da comunidade do Totó, que também foi responsável pela abertura do evento.
As diversas características da cultura multidisciplinar serão trabalhados e conceituados com os jovens. A ideia é que o aprendizado não se limite apenas aos elementos de dança e música, mas também na importância da cultura como instrumento de inclusão social.
De acordo com a coordenadora do CJ, Ana Isabel, a aceitação das oficinas refletem a identificação dos jovens com o movimento. “O hip-hop trabalha com o despertar social tocando em temas do cotidiano urbano. Ele cria uma juventude consciente da sua realidade e eles se veem nos temas abordados pelas músicas”, afirma.
Participante dos cursos de informática e arte do CJ, Roberto Francisco, 21, ressaltou o papel das oficinas como forma de lazer e conhecimento. “O aprendizado aqui vai além da dança. Quando venho pra cá, volto para casa como outra pessoa. Me divirto e aprendo coisas novas”, completa.
Movimento cultural iniciado na década de 70 nos Estados Unidos, o hip-hop surgiu como porta-voz de reação das classes menos favorecidas aos conflitos sociais da época. No Brasil, a arte ficou popular nas periferias das metrópoles também como forma de protesto. Instrumento de inclusão social pela cultura, as letras das músicas refletem a realidade da população e promovem a conscientização da realidade vivida nos grandes centros urbanos.
