Secretário debate com membros do Conselho Penitenciário diretrizes da APAC
Sem categoria- 10/2/2011
- 18h25min
O secretário Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Roldão Joaquim, se reuniu na última terça-feira (20) com representantes do Conselho Penitenciário de Pernambuco para debater as diretrizes da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado – APAC. Estavam presentes na reunião o presidente do conselho, Jorge Neves, o secretário executivo de ressocialização, Humberto Viana, o juíz da 1ª Vara de Execuções Penais, Adeíldo Nunes e demais conselheiros, Tácito Medeiros, Margarido Múcio, Ana Moura, José Paulo Xavier Filho, Cléia Almeida e Suely Domingues.
A APAC é um entidade civil de Direito Privado que trabalha na recuperação e reintegração social dos condenados a penas privativas de liberdade através da humanização. A associação também conta com a colaboração de médicos, dentistas, psicólogos e advogados voluntários que prestam assistência aos detentos e às famílias. Em Caruaru, sede do projeto piloto, a APAC já está sendo implantada, e entrará em funcionamento no início de 2011. Após a aprovação do projeto na cidade sede, os próximos municípios a serem beneficiados serão os do Interior. O Recife deverá ser a última cidade do Estado contemplada. A principal consequência a ser sentida na capital caso o sistema funcione será o desafogamento dos presídios.
De acordo com o secretário Roldão Joaquim, na APAC, a reeducação dos presos será realmente possível. “Se no Brasil não tem prisão perpétua ou pena de morte, os presos vão voltar para a sociedade. Então se eu reeduco esses presos, eu protejo a sociedade. Outro ponto positivo é que na APAC o preso é chamado pelo nome, e não pelo apelido, e também está mais próximo da família.”
HISTÓRIA – A APAC foi criada em 18 de setembro de 1972 pelo advogado paulista Mário Ottoboni e um grupo de amigos cristãos, com o objetivo de minimizar os problemas enfrentados pelos presos da Cadeia Pública de São José dos Campos (SP). A Associação se mantém através de contribuições de sócios, doações de pessoas físicas e jurídicas, parcerias com o Poder Público, instituições educacionais, além de capacitação de recursos junto a organizações não-governamentais.
