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Estaleiro inicia segunda fase de seleção para trabalhadores com deficiência

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  • 18/3/2011
  • 14h02min

Na próxima quinta-feira (24/09), o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) realiza a segunda etapa seletiva para admissão de trabalhadores com deficiência. Os interessados devem comparecer à Agência do Trabalho da Superintendência Estadual de Apoio à Pessoa com Deficiência(SEAD), localizada na Rua Guilherme Pinto, 133, Graças, Recife/PE, em horário comercial ou enviar currículos para o endereço eletrônico rh.pcd@estaleiroatlanticosul.com.br.

Nessa primeira fase, são 60 vagas para a área de ajudante industrial nas funções de soldador, empilhador, pintor, mecânico, montador, entre outros. As contratações devem ser efetivadas até o final deste ano.

A iniciativa é resultado do Termo de Compromisso assinado no primeiro semestre deste ano entre o EAS, Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos através da SEAD e Superintendência Regional de Trabalho e Emprego de Pernambuco(SRTE/PE). O objetivo do acordo é promover a inclusão do segmento na empresa em conformidade com a Lei Federal 8.213/91 que estabelece cotas de 2% a 5% de cargos para trabalhadores reabilitados ou com deficiência. A seleção teve início no dia 08 deste mês na Agência do Trabalho do município do Cabo de Santo Agostinho onde estiveram presentes 39 candidatos com deficiências física e auditiva.

Para a gerente da Agência do Trabalho-SEAD, Telma Belo, não haverá dificuldade em atender ao chamado do EAS, considerando que no banco de dados da própria unidade já existem dezenas de cadastros que se enquadram no perfil. “Esperamos receber no mínimo 60 candidatos, sendo 30 em cada turno”, estima. No período de janeiro de 2007 a setembro de 2009, o posto já intermediou a contratação de cerca de mil trabalhadores com deficiência em empresas públicas e privadas do Estado.

Esse número corresponde ao esforço que o Governo de Pernambuco vem dirigindo para que o processo de desenvolvimento seja vivenciado por todos os pernambucanos. “A Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos vem implementando ações em prol deste segmento, capacitando-o através de cursos, oficinas, palestras, conferências e tornando possível a inclusão dessa classe em diversas empresas, como exemplo o Atlântico Sul”, afirma o secretário da pasta, Roldão Joaquim.

De acordo com pesquisa “Discriminação Relacionada à Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho” realizada neste ano pela SRTE/PE, em Pernambuco existem 775 empresas, sediadas no estado, sob o regime celetista, sujeitas a uma cota total de 19.749 postos de trabalho. Deste número, 758 são privadas e 17 sob a forma de empresas públicas ou sociedades de economia mista, submetidas a concurso público. O levantamento aponta ainda que nesses estabelecimentos apenas 2.920 cidadãos com deficiência estão devidamente empregados, segundo dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego do Ministério do Trabalho e Emprego (Caged), representando uma defasagem de 16.829 vagas.

Conforme o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE) realizado no ano 2000, no Estado existem cerca de 1.4 milhão de pernambucanos com deficiência, ou seja, 17% da população pernambucana. Dessas, quase 60% são economicamente ativas, isto é, mais de 826 mil, de acordo com o estudo “Trabalhando com as Diferenças”, realizado no ano de 2004.

Para o superintendente da SEAD, João Rocha, é indispensável a parceria com o setor empresarial. “Já existem a lei e as políticas públicas para inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. Convidamos todos os empresários a fazerem sua parte, assim como estão fazendo as grandes empresas” conclui.