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Motoristas contam histórias curiosas na SEDSDH

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  • 25/7/2012
  • 19h07min

Quem convive com um motorista sabe que esse é o tipo de profissional que sempre tem alguma história para contar. Na Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, onde trabalham 40 desses profissionais, enredo para filme é que não falta. Nesta quarta-feira (25), Dia do Motorista, a equipe de jornalismo do órgão saiu da redação para ouvir algumas dessas histórias. 


O condutor de pessoas

Quando era pequeno, o sonho do funcionário público Erivaldo Roberto era ser o presidente da república. Mas o tempo foi passando e revelou que ao invés de conduzir um país inteiro, seu ofício seria conduzir pessoas. Solteiro, pai de dois filhos, cabo da Polícia Militar, Coelho (nome de guerra) está à disposição da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos – SEDSDH há 15 anos, exercendo a função de motorista.

Há mais de 20 anos no serviço público, Coelho coleciona lembranças do passado. Uma das mais marcantes foi do tempo que ele conduzia viaturas da PM. “ Chegue a trabalhar no Presídio Aníbal Bruno, no Recife, onde fui baleado na perna em uma tentativa de fuga em massa, no ano de 1993. Até hoje, a marca do disparo pode ser vista na minha perna direita”, revelou.

Já na SEDSDH, as recordações também retratam as experiências vivenciadas por ele. Em 2010, durante a enchente do Rio Una, Coelho foi responsável por dirigir o ônibus da ‘Operação Reconstrução’ que levava, diariamente, profissionais do Governo do Estado para os municípios da Zona da Mata Sul atingidos pelas chuvas. “Este foi um período muito marcante porque aprendi a valorizar ainda mais as coisas simples da vida”, destacou.   

Na gestão do volante

Seu ofício era fiscalizar obras da extinta Companhia de Habitação de Pernambuco – COHAB. Era ele quem determinava se a casa ou o apartamento construído já podia ser entregue ao futuro morador. Hoje, longe do papel fiscalizador, Tiago Brito leva uma rotina de trabalho bem diferente. Desde o início do ano, é ele quem conduz os profissionais da Superintendência de Gestão da SEDSDH.

Antes de chegar à secretaria, Tiago deu duro no Palácio do Campo das Princesas, onde foi auxiliar de manutenção, pintor e chegou a fazer parte do cerimonial. Depois de oito anos, surgiu a oportunidade de trabalhar na Secretaria Estadual de Saúde, no setor de transportes. Foi aí que o ex-fiscal de obras se tornou motorista.   

Nascido em São Joaquim do Monte, pai de dois filhos, Tiago atualmente vê o tempo passar dentro do carro, mas não deixou os sonhos pelo meio do caminho. “Apesar de está próximo de me aposentar, eu quero continuar servindo ao governador Eduardo Campos, a secretária Laura Gomes e o seu esposo Jorge Gomes, além dos funcionário da SEDSDH. Meu único desejo é seguir fazendo parte dessa gestão”, disse.  

No samba da estrada

Se a história de Nielson Arruda fosse escrita por um compositor da música popular brasileira daria um samba enredo. Motorista há 33 anos, o profissional do volante tem experiência de sobra quando o assunto é estrada. Ele já passou pelo Tribunal Regional Eleitoral (14 anos), pela Assembléia Legislativa do Estado (6 anos), pela Câmara de Vereadores do Recife (2 anos) e pela Secretaria Executiva de Ressocialização (2 anos). Nunca sofreu nenhum acidente.

A satisfação de conduzir é apenas uma das paixões de Nielson. É na música que ele se renova. Ele é intérprete e compositor do Grupo Deixa Falar. “Graças a Deus hoje eu posso dizer que já conquistei muita coisa por conta da música. Inclusive, até de competições nacionais eu participei”, destacou. Segundo ele, são 39 anos dedicados ao ritmo tradicionalmente carioca.

Casado há 15 anos, pai de três filhos, o profissional do volante só tem um arrependimento vida: não ter concluído o curso de Educação Física. Imaginem só um motorista, professor de educação física e músico. Isso daria um samba, que o próprio Nielson Arruda gostaria de escrever!