Paixão de Cristo do Recife tem pela primeira vez Libras
Sem categoria- 10/4/2012
- 14h16min
A secretaria estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSDH) em parceria com Faculdade Franssinetti do Recife (FAFIRE), levou pela primeira vez para a Paixão de Cristo do Recife, intérpretes de Libras. A ação que tem o apoio da direção do espetáculo, objetivou fortalecer a garantia de direitos ao lazer e a cultura da pessoa com deficiência auditiva.
Cerca de 15 pessoas foram designadas para trabalhar, entre elas profissionais da SEDSDH e voluntários dos cursos de pedagogia e ciências biológicas da FAFIRE. Pela primeira vez, o espetáculo foi traduzido para a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Os estudantes do 7º período de Ciências Biológicas, ao lado da professora Kylzia Azevedo (que ministra a disciplina “Fundamentos da Língua Brasileira de Sinais”) e da coordenadora Dinabel Vilas-Boas, deram suporte à ação de acessibilidade, proporcionando às pessoas com deficiência auditiva a assistirem ao espetáculo compreendendo todo o texto falado.
Laura Gomes destacou a importância de levar esse recurso para as pessoas com deficiência auditiva que foram assistir a Paixão de Cristo do Recife. “Este ano além do espetáculo de Fazenda Nova, também proporcionamos a tradução em Libras para os que aqui estão. Essa iniciativa faz parte de um política em que os direitos humanos é direito de todos”, afirmou.
Para uma melhor visualização, as pessoas com deficiência auditiva ficaram em um espaço reservado em frente ao palco e puderam ainda recorrer ao telão onde um recorte com a imagem do intérprete de libras facilitava a compreensão. Além disso, pessoas com dificuldade de locomoção ou idosos, contaram com o apoio de profissionais capacitados para deslocamento.
A assistente social Mariana Hora, 28 anos, que tem deficiência auditiva, assistiu a Paixão de Cristo do Recife pela segunda vez. Segundo ela, sem a descrição em Libras não se conseguia entender o sentido da peça. "Esta ação é um verdadeiro ato de inclusão, mostrando que as pessoas com deficiência física são iguais e que têm o mesmo direito de qualquer outra pessoa", destacou.
