Segmentos Sociais debatem políticas e igualdade racial
Sem categoria- 04/9/2015
- 10h53min
A Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude (SDSCJ), por meio da Coordenadoria de Igualdade Racial da Executiva de Segmentos Sociais (SESS), participou na tarde desta segunda-feira (31) da mesa I Encontro sobre Diversidades Étnico-Raciais e Diferenças Culturais, promovido por meio do Instituto Ser Educacional, na Faculdade Maurício de Nassau (Uninassau), bloco C, nas Graças.
Após a apresentação do projeto Xô Preconceito desenvolvido por alunos do curso de Direito, a professora e criadora do projeto, Ana Priscila, mediou o debate entre o coordenador de Igualdade Racial da Sess, Vicente Moraes, e os representantes da sociedade civil. Vicente apresentou a missão e planos de ação da Secretaria Executiva de Segmentos Sociais e disse que a equipe pretende atuar de forma transversal. “Atuamos integrados para fortalecer cada segmento, seja ele negro, idoso, LGBT, pessoa com deficiência ou povos tradicionais”, disse.
Representando os movimentos sociais estavam na mesa Enildo Calon, presidente da Associação dos Ciganos de Pernambuco, Mãe Elza de Yemanjá, representante dos terreiros e Marta Almeida, do Movimento Negro Unificado, ambas também integrantes da Coordenadoria de Igualdade Racial da Sess.
A integrante da SESS Marta Almeida chamou atenção dos alunos sobre o racismo velado presente em nossa sociedade e da importância de conhecermos o legado que o povo africano deixou no Brasil e em Pernambuco. “Se estamos no Estado Democrático de Direito, vamos votar e monitorar as políticas públicas e exercer melhor nossa cidadania. Vamos conhecer a luta do movimento negro e dos povos tradicionais na busca pelo respeito aos direitos humanos. ”, disse Marta.
Em entrevista ao site da Uninassau, o coordenador de Responsabilidade do Instituto Ser Educacional, Sérgio Murilo Júnior disse acreditar que “debates como este não somente promovem a comunicação entre os diferentes agentes sociais, mas eles induzem os estudantes a expandirem a consciência de si e do outro. Isso também contribui de forma essencial para discussão sobre políticas públicas e fiscalização delas”.
