Governo do Estado vai arcar com as despesas do traslado do corpo da pernambucana encontrada morta em Portugal
Sem categoria- 22/1/2013
- 15h10min
A secretária de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Laura Gomes, recebeu os jornalistas na manhã desta terça-feira (22), na sede da SEDSDH, para prestar esclarecimentos em relação ao caso da babá pernambucana, Maria Aparecida Souza Lima, 48 anos, encontrada morta em Portugal. A gestora destacou o empenho do Governo do Estado na tentativa de trazer para Pernambuco o corpo da vítima e explicou que também está oferecendo apoio psicossocial aos familiares em Petrolina.
“Por determinação do governador Eduardo Campos, estamos fazendo os devidos encaminhamentos desde o último final de semana, quando o caso ganhou repercussão nos quatro cantos do Estado. Uma equipe do CREAS Regional (Centro de Referência Especializado da Assistência Social) já atendeu a família em Petrolina e está à disposição para qualquer tipo de apoio. Também entramos em contato com o Ministério das Relações Exteriores, que serve como ponte com o governo Português e Consulado Brasileiro naquele país, para obter mais detalhes sobre as investigações”, frisou Laura Gomes.
A secretária também reforçou que a garantia de direitos norteia a sua gestão à frente da SEDSDH. “Assumimos e vamos cumprir o compromisso de fazer o traslado do corpo da babá para o Recife e daqui para Petrolina. Agora, é preciso aguardar a liberação por parte do governo português para que possamos trazê-lo. Corremos contra o tempo, porque, segundo os familiares, se o corpo não ficar a nossa disposição até o dia 04 de fevereiro, a pernambucana poderá ser enterrada como indigente”, lamenta Laura, explicando que as despesas serão pagas pelo Fundo Estadual da Assistência Social.
Entenda o caso – A pernambucana Maria Aparecida de Souza Lima, 48 anos, residia na cidade de Leiria, ao Norte de Portugal, há 6 anos, mas estava passando alguns dias em Faro, ao sul daquele país, na companhia do namorado. No dia 04 de janeiro, a babá foi encontrada morta num quarto de hotel, com marcas pelo corpo e indícios de enforcamento. A família de Maria Aparecida, que reside em Petrolina, só ficou sabendo da morte 12 dias depois do ocorrido. Sem condições para pagar as despesas com o traslado do corpo e na tentativa de entender o caso, os parente da vítima procuraram a imprensa para pedir ajuda. Desde então, a SEDSDH está no caso. As investigações estão sendo realizadas pela polícia portuguesa, que aponta como principal suspeito o companheiro de Aparecida. O rapaz está foragido.
