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Caruaru recebe o primeiro Centro de Referência em Direitos Humanos do Nordeste

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  • 17/5/2012
  • 16h39min

Esse espaço é onde o cidadão caruaruense vai construir uma nova vivência, recebendo orientações para que assim, possam ser construídas alternativas de superação das violações de direitos humanos do agreste central e setentrional.

Com essas palavras, Laura Gomes, secretária de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, acompanhada do prefeito e vice-prefeito de Caruaru, respectivamente, José Queiroz e Jorge Gomes, e do secretário executivo Paulo Moraes, entregou o Centro de Referência em Direitos Humanos, localizado na casa do Governo Presente, situada na Avenida Nossa Senhora de Fátima, nº 400 – Maurício de Nassau – Caruaru/PE.

De acordo com Laura, a atuação do CRDH se dará em dois eixos, são eles: Formação e Atendimento Especializado. “No primeiro serão desenvolvidas atividades formativas de cunho preventivo, junto a jovens, agentes públicos, sociedade civil e entidades parceiras. Já o segundo, constitui o acolhimento jurídico, social e psicológico da população vítima de  violações de direitos e possível encaminhamento das demandas para a rede parceira”.

Já para Sileno Guedes, secretário de Articulação Social e Regional, representou Eduardo Campos, Governado do Estado, o CRDH – Agreste Central e Setentrional, é parte integrante do Sistema Estadual de Proteção a Pessoas (SEPP), que engloba os programas de proteção e promoção de direitos já existentes, de forma articulada, sistêmica e integrada, amparado pela Lei Estadual n.o 13.371/07, que estimula iniciativas de proteção diferenciada e complementares aos órgãos de segurança e justiça e faz parte do Pacto pela Vida.

Para Luciana Azevedo, que está a frente do Governo Presente em todo o Estado, falou que será disponibilizado pelo Centro apoio e proteção à Pessoa Idosa vítima de todo e qualquer tipo de violência e discriminação que lhe cause dano ou aflição e que se produz em qualquer relação na qual exista expectativa de confiança;

Orientação e acolhimento de LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) e familiares em situação de violência e discriminação, além de apoio em situação de crise, por solidão, processos de descoberta, medo, homofobia internalizada, rejeição familiar, entre outras;

Reestruturação moral, psíquica e social da vítima e familiares de crimes violentos; e, proteção da vida de testemunhas, defensoras/es de Direitos Humanos e crianças/adolescentes ameaçados de morte;

Realização de prevenção e mediação de Conflitos familiares, de vizinhança/ameaças, relação de consumo, trabalhistas, de posse irregular de terreno, entre outros que poderão ser solucionados no âmbito do Centro de Referência de Direitos Humanos. 

Seminário

Já no primeiro dia de funcionamento, a Fundação Cultural Palmares (FCP), em parceria com o  Comitê Estadual de Promoção da Igualdade Étnicorracial (CEPIR) e a SEDSDH, realizou seminário com o tema: Treze de Maio, Não é Dia do Negro – Aplicabilidade da Estatuto da Igualdade da Igualdade Racial e a Cultura com Direitos Humanos. Por ser também o Dia Internacional de Combate a Homofobia, será abordado a questão LGBT nas palestras. Jorge Arruda ministrou a palestra “Racismo e Homofobia”.

Estiveram presentes no evento representantes das Secretarias de Defesa Social; Criança, Juventude e Emprego; e Cidades.