Centro de Acolhimento e Apoio do Recife promove debate sobre os direitos da Mulher
NOTÍCIAS- 27/3/2018
- 12h50min
Em comemoração ao mês onde se celebra o Dia das Mulheres, o Centro de Acolhimento e Apoio do Recife, casa que faz parte das ações do programa Atitude, promoveu uma tarde de debate sobre os tipos de violência e preconceitos sofridos pelas mulheres. Intitulada de “Mexeu com uma, mexeu com todas”, o momento teve a participação da conselheira do Conselho Estadual de Políticas Anti-Drogas (Cepad), Priscila Gadelha, a coordenadora do Centro de Acolhimento Intensivo Mulher, Luísa de Marilak, a pedagoga Dianne Chargas, a gerente de enfermagem do Sisam, Benita Spinelli, e a integrante do Centro de Prevenção às Dependências, Denise Maia.
Junto a usuária do programa B. A, de 22 anos, as profissionais destacaram os direitos e alertaram para a realidade em torno do feminicídio para um grupo de 35 pessoas, entre homens e mulheres, que são acompanhadas na casa. Durante o bate papo, B. A destacou para os presentes os percalços que sofreu com a vulnerabilidade social nas ruas, principalmente com a discriminação por ser uma mulher trans, e as consequências do consumo das drogas. “Não gosto muito de lembrar da minha história, mas reflito sobre o que passei para manter minha força de vontade e lembrar que não quero viver tudo aquilo de novo. Ainda sofro muito preconceito nas ruas e, mesmo ficando muito chateada com isso, tenho sonhos e vou correr atrás deles”, afirma.
Para a usuária E.E.O, de 36 anos, as rodas de debate são necessárias para que todos consigam identificar os problemas que passam e conseguir resolvê-los. “Muito do que foi falado hoje são exemplos de coisas que vivemos dentro de casa ou nos lugares onde moramos. Algumas coisas eu já sabia, mas muitas outras não, por isso essas conversas são importantes pra gente saber que não precisamos passar por isso e entender que temos direitos”, frisa.
De acordo com a coordenadora do Centro, Karla Rodrigues, as rodas de discussão acontecem todos os meses, mas com temáticas diferentes. Para ela, a proposta consegue politizar os usuários e garantir informação. “É uma maneira de alertamos sobre as problemáticas que existem na sociedade, que são casos que muitos deles sofrem, já sofreram ou até causam no outro. Durante as conversas, conseguimos empoderar muitos deles, repassar conhecimento sobre os direitos que têm e dar voz às dúvidas e experiências deles”, pontua.
