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Dia da Mulher com festa e ação voltada à cidadania

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  • 11/2/2011
  • 14h52min

O Centro da Juventude (CJ) de Santo Amaro comemorou o Dia Internacional da Mulher, na última terça-feira (8), com homenagens feitas pelos homens. Os jovens preparam cartazes, poesias e músicas para as colegas do Centro. Na Colônia Penal Feminina Bom Pastor, dezenas de reeducandas emitiram documentos básicos (1° e 2° vias), de graça, pelo Programa Balcão de Direitos. São ações da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.

No CJ, foram cerca de 245 mulheres homenageadas com atividades divididas nos turnos da manhã e tarde. O coordenador da biblioteca do CJ de Santo Amaro, Ailton Guerra, realizou, durante a semana da Mulher, um debate sobre o tema “Por que está se matando tantas mulheres?”. O resultado da discussão pôde ser visto em cartazes com frases que foram ditas durante a atividade.

O técnico social de cultura e instrutor de percussão, Fábio Silva, foi quem idealizou as celebrações no CJ. “A importância de comemorar esse dia é a de levantar a autoestima dos homens em relação à mulher: prestar homenagem, ter mais carinho, respeito, entendê-las”, afirmou Fábio.

As homenagens começaram com músicas de Lucas Ferreira, MC Lucas, que não só cantou para as colegas, mas para as mães também. O jovem Adriano Gomes leu um poema. “Esse é um dia muito importante, e elas devem ter o dia delas depois de tudo que passaram na fábrica”, comentou Adriano relembrando a história da criação da data que marcou o Dia Internacional da Mulher.

Já é tradição. O Balcão de Direitos, todo ano, há mais de dez anos, procura homenagear as mulheres privadas de liberdade com esse tipo de ação na Colônia do Bom Pastor. “Vale salientar que as reeducandas não perderam a dignidade, embora estejam privadas de liberdade. É poder provar que elas existem legalmente”, disse a gerente de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Lêda Pessoa.

Daniele Paes tem 21 anos e, há três, cumpre pena na Colônia do Bom Pastor. Ela tem um filho chamado Artur de três meses de idade. Para o registro da criança ser emitido, é necessária a emissão da Identidade da mãe. Daniele só possuía o Registro de Nascimento, mas, com a ação do Balcão de Direitos, a reeducanda conseguiu o que mais desejava: o próprio registro de identidade. “A pessoa sem documento não existe. Isso é uma conquista para todas nós. Com isso, quero um emprego bom para mim.”

Cristiane Lima está grávida de sete meses, tinha registro, mas perdeu há muito tempo. Não tinha dinheiro para reemitir o documento, que custa, segundo ela, R$ 30. “É muito caro, não é? Sinto-me muito melhor. Você vai numa loja, por exemplo, eles pedem os documentos. Quando meu filho nascer, já sei o que fazer, vou logo tirar o registro dele.”

Já é tradição. O Balcão de Direitos, todo ano, há mais de dez anos, procura homenagear as mulheres privadas de liberdade com esse tipo de ação na Colônia do Bom Pastor. “Vale salientar que as reeducandas não perderam a dignidade, embora estejam privadas de liberdade. É poder provar que elas existem legalmente”, disse a gerente de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Lêda Pessoa.