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Dia Internacional de Combate à Homofobia é comemorado no Centro da Juventude

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  • 11/2/2011
  • 13h24min

 

A Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos através do Centro da Juventude (CJ) de Santo Amaro promoveu uma semana de debates sobre a homofobia e a homossexualidade. O Dia Internacional de Combate à Homofobia é comemorado nesta segunda-feira (17) e os jovens do CJ discutiram a temática, durante todo o dia, em sala de aula.

A ONG Movimento Gay Leões do Norte foi convidada para realizar uma palestra para os jovens do centro dando-lhes informações e esclarecimentos sobre a homossexualidade e a homofobia. Essa entidade tem como objetivo defender os direitos dos gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e travestis. Além disso, visa a promoção dos direitos humanos.

“Esse é um trabalho que nós fazemos para diminuir esse preconceito. Foram debatidos nesse evento temas que vai da sexualidade a expressão. É importante falar sobre esse assunto principalmente com esse jovens, porque é nessa idade de 14 a 21 anos que a sexualidade está mais aflorada”, disse a palestrante da ONG Movimento Gay Leões do Norte, Sheyla Mafra.

O evento informou aos jovens a realidade dos homossexuais e mostrou que combater a homofobia é possível. Outros aspectos importantes também foram citados como a inclusão social, a diversidade, a igualdade e formação.

“Esse grande debate sobre a homossexualidade é muito importante para diminuir os conflitos que vinham ocorrendo no CJ. A ONG veio esclarecer que é possível convivermos juntos sem a questão do preconceito, principalmente porque todos os jovens tiveram a sua participação nessa cerimônia”, disse o coordenador do CJ de Santo Amaro, João Oliveira.

No fim da exposição os alunos assistiram o filme “O medo de quê?” que fala sobre o assunto retratado durante toda a semana e depois os alunos construíram um painel cujo o tema foi “A juventude e o imaginário da homossexualidade”, onde eles expressaram suas ideias do que foi aprendido durante a semana passada. A ONG Movimento Gay Leões do Norte vai passar cinco meses trabalhando junto a esse Centro da Juventude com oficinas sobre gênero, diversidade e outras temáticas.

“Essa data ser comemorada em Pernambuco é de suma importância, pois devemos pensar em políticas públicas e utilizar esse dia como bandeira de luta para nos fortalecer”, disse o Assessor Especial do Governo para Exploração Sexual, Rildo Veras.

Em uma pesquisa realizada pela a Unesco, em 2002, com professores brasileiros e cinco mil alunos e educadores do Distrito Federal e 13 capitais do Brasil. Foram levantados os seguintes dados:

  • 59,7% dos professores do Brasil acha inadmissível que uma pessoa tenha relações homossexuais (desses, 21,2% tampouco gostariam de ter vizinhos homossexuais);

  • Varia de 30,5% a 46,9% o percentual de professores que declaram não saber como abordar os temas relativos à homossexualidade em sala de aula;

  • 42% dos estudantes do Recife não gostariam de ter colega de classe homossexual;

  • 12% dos professores do Recife acreditam que a homossexulidade é uma doença rara;

  • 60% dos pais de estudantes de sexo masculino não gostariam que homossexuais fossem colegas dos seus filhos;

  • 40% dos estudantes homossexuais com idades entre 15 e 18 anos já foram vítimas de discriminação na escola ou na faculdade;

  • Nas escolas públicas brasileiras, 87% da comunidade (alunos, pais, professores e servidores) têm algum grau de preconceito contra homossexuais.


Fonte: Unesco, pesquisa Perfil dos Professores Brasileiros, realizada em 2002, com 5 mil educadores e alunos do Distrito Federal e 13 capitais do Brasil. Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, pesquisa realizada em 2009, com 18,5 mil alunos, pais, professores, diretores e funcionários, em 501 unidades de todo o país.