Educação Ambiental nas Unidades Prisionais
Sem categoria- 23/7/2014
- 08h23min
Com o objetivo de levar para as unidades prisionais de Pernambuco ações de educação ambiental e de ecoempreendedorismo, foi realizada hoje (22), a primeira reunião do grupo de trabalho formada por Myckon Freitas, chefe de gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos – SEDSDH; Cristiano Carrilho, gestor de educação ambiental da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade – SEMAS; Marcellus Ugiette, promotor da Vara de Execuções Penais de PE; e Ana Paula Valdez, representante da Associação RECICLAR-TE.
A ação é fruto da parceria entre a SEDSDH, SEMAS e RECICLAR-TE, com foco na melhoria da condição de vida de internos que cumprem pena no Estado, promovendo capacitação nas áreas de compostagem, paisagismo, produção de mudas de mata nativa, fabricação de vassouras em garrafa PET e produtos de limpeza biodegradáveis.
Segundo Carrilho, sessenta e sete por cento da população carcerária do estado de Pernambuco são analfabetos funcionais, por isso o grupo de trabalho pretendem contribuir para uma melhor ressocialização do egresso do sistema prisional, considerando que os ex-presidiários, na maioria das vezes, encontram dificuldades de inserção no mercado de trabalho e por meio das capacitações em educação ambiental, serão desenvolvidas habilidades “ecoempreendedoras” para produzir seu próprio sustento, além de tratar de forma adequada os resíduos gerados no equipamentos prisionais, contribuindo para aos princípios da Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Já para Myckon, o ganho será o social, uma vez que a meta é capacitar 630 privados de liberdade, que propiciará um diferencial no mercado de trabalho, sendo futuros empreendedores utilizando corretamente os resíduos como matéria prima.
Ana Paula Valdez destacou que só o Complexo Prisional Aníbal Bruno pode produzir cerca de dez toneladas de adubo orgânico (composto vegetal) por mês e existem empresas que podem pagar pelo descarte em torno de duas toneladas por semana, gerando uma receita mensal de pelo menos R$ 8.000,00, além da possibilidade do adubo orgânico ser comercializado a 1 real o quilo, gerando uma receita de 20 mil reais por mês.
