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Ex-presos políticos aguardam indenização do governo de PE

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  • 01/2/2011
  • 12h39min

Os ex-presos políticos alagoanos e os familiares dos que já faleceram não foram contemplados na primeira lista de beneficiados que vão receber, ainda este ano, a indenização paga pelo governo de Pernambuco e reconhecimento do Estado às torturas sofridas durante a Ditadura Militar. De acordo com as últimas informações repassadas pela Secretaria de Desenvolvimento Social de Direitos Humanos de Pernambuco, a intenção do governador Eduardo Campos (PSB) é pagar a todos os que aguardam na lista dos reconhecidos pela Comissão Especial de Indenização até o final de 2011.Da lista com 227 nomes de ex-presos políticos, 91 pessoas vão receber nos próximos meses a primeira parcela da indenização, que pode chegar até R$ 30 mil. Na lista com os nomes dos militantes contemplados, ou familiares, a que O JORNAL teve acesso com exclusividade, não constam os nomes dos alagoanos Norton Nascimento, Fernando Costa, Antônio Espiridião Neto, José Mário, Denisson Menezes, Denis Agra, Maria Ivone Loureiro e Odijas Carvalho, apesar de eles, ou suas famílias (no caso dos já falecidos) terem dado entrada aos processos.

PRIORIDADE – Os que vão receber a indenização este ano são os mais velhos e os que estão com doenças graves em estado avançado. De acordo com a assessoria da Secretaria de Desenvolvimento Social e de Direitos Humanos, a lista foi atualizada no último dia 11 de outubro, mas pode sofrer modificações caso seja avaliado que algum outro caso de doença mais grave tenha chegado à Comissão. Mesmo sem constarem na lista dos beneficiados este ano, o secretário de Direitos Humanos, Roldão Joaquim,disse, em entrevista por telefone, que todos os que tiveram os processos reconhecidos pela Comissão Especial de Indenização receberão o benefício.

"O pagamento foi uma determinação pessoal do governador, inclusive uma promessa de campanha. Até porque está na história de Eduardo Campos a luta de esquerda, já que seu avô, Miguel Arraes junto com sua família também foram vítimas do regime militar", afirmou Roldão. "Ele [Campos] vê com carinho todos esses processos porque entende que é uma forma que o Estado tem de se redimir dos erros cometidos contra essas pessoas durante a Ditadura Militar".

Roldão Joaquim explicou que os familiares e ex presos políticos de Alagoas podem procurar a secretaria para obter informações sobre os processos, mas que a previsão é que os pagamentossejam todos feitos até no prazo máximo de quatro anos. Se pudéssemos pagaríamos todos de uma só vez, mas infelizmente dependemos dacondição do Tesouro Estadual", justificou.