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Fim das revistas vexatórias beneficia 31 mil famílias

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  • 16/12/2014
  • 16h58min

O fim das revistas vexatórias nos presídios é um passo importante que Pernambuco dá para a humanização dos espaços prisionais. A constatação é da coordenadora do Serviço Ecumênico de Militância nas Prisões  (Sempri) e peticionária da Medida Cautelar na Corte Interamericana dos  Direitos Humanos na Organização dos Estados Americanos (OEA), Wilma  Melo. Ela elogiou a publicação, hoje (16), no Diário Oficial do Estado, da portaria nº 258/2014, da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSDH), abolindo as práticas vexatórias  nas revistas nas unidades prisionais.

“É o melhor presente natalino que as cerca de 31 mil famílias com  vínculos prisionais em Pernambuco poderiam ganhar nesse momento. A  publicação dessa portaria é uma prova de que o Estado está avançando na área dos direitos humanos”, afirmou Wilma Melo, que também é  articuladora do Movimento Nacional de Direitos Humanos em Pernambuco. “Acabar com as revistas vexatórias é humanizar os espaços prisionais”, completou.

A portaria nº 258/2014, da SEDSDH, extingue as práticas vexatórias registradas nas revistas às visitas aos apenados em diversas unidades  prisionais do Estado e determina que, a partir de agora, as inspeções  sejam realizadas em local visível aos demais revistados e com o uso de detectores de metais, aparelhos de raios X e outros equipamentos de  segurança capazes de identificar a posse de drogas, armas e outros  objetos ilícitos.

Para o promotor de Justiça de Execuções Penais, Marco Aurélio Farias  da Silva, Pernambuco agiu rápido e acatou a recomendação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais. Ele exaltou a medida adotada pela SEDSDH e ressaltou que agora Pernambuco tem um novo paradigma na área de  segurança, com atenção voltada à garantia dos direitos humanos. “Essa portaria é um avanço e demonstra a sensibilidade do Governo do Estado às demandas dos movimentos sociais e das entidades civis e públicas”.