Franca encontra-se com índios e ciganos em Floresta
NOTÍCIAS- 25/5/2017
- 15h22min
O secretário de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude, Roberto Franca, participou, nesta terça-feira (23/05), da abertura do I Seminário de Acolhimento aos Povos e Comunidades Tradicionais de Floresta, que englobam índios, quilombolas e ciganos, dentre outros segmentos quase sempre relegados a segundo plano pelas políticas públicas. Atendendo ao convite de lideranças e órgãos do município, o gestor da SDSCJ desempenhou importante papel no seminário, funcionando como fator de ligação entre o governo de Pernambuco e as comunidades tradicionais do Estado reunidas em Floresta.
As politicas públicas voltadas para os povos e comunidades tradicionais são recentes no âmbito do estado brasileiro e tiveram como marco a convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Segundo dados das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), as comunidades tradicionais são constituídas por aproximadamente cinco milhões de brasileiros. Em função do processo histórico nacional e das condições de desigualdade, acabaram vivendo em isolamento geográfico e cultural, além de serem alvos de discriminação racial, étnica e religiosa.
“Mantemos muitas redes invisíveis de apoio para diversos grupos,” afirmou Franca em sua fala. “As ações do governo não são apenas de pedra e cal”, enfatizou Franca, que exaltou estar muito feliz por participar do evento ao lado de lideranças tradicionais indígenas e ciganos da região de Floresta, presentes no seminário. O cacique Valdemir, liderança indígena Pipipã, fez questão de enaltecer este importante encontro na região do sertão pernambucano.
A líder dos ciganos, Maria Jane Soares, considerou especial este encontro e a vinda do secretário Roberto Franca. “É muito importante para todos, pois permite uma maior inclusão democrática”, afirma a líder cigana.
O prefeito Ricardo Ferraz, de Floresta, em conversa com o secretário Roberto Franca, solicitou a possibilidade do retorno, para Floresta, do programa Atitude, desenvolvido pela SDSCJ. Trata-se de um programa considerado de referência nacional que atende à população usuária de drogas de forma diferenciada, utilizando o diálogo, oferecendo assistência médica e psicológica, inclusive através de internação voluntária. Oferece também assistência aos familiares.
O Programa Atitude se contrapõe a ações como as que foram observadas na Cracolândia, em São Paulo, onde os usuários de drogas foram simplesmente retirados do local onde viviam sem receberem qualquer atenção especial, nem opções de moradia. A iniciativa das autoridades paulistas provocou a indignação de Roberto Franca, que considerou desumana a forma como foi tratado o público alvo da operação.
