Representantes de entidade internacional conhecem programas do Governo do Estado
Sem categoria- 09/6/2014
- 14h25min
Brent Decker, diretor internacional da Cure Violence, entidade Norte-Americana, que nasceu no distrito de West Garfield, em Chicago vê a violência como um problema de saúde com características de qualquer outra epidemia, tendo como objetivo reduzir as brigas e consequentes assassinatos entre gangues rivais.
Para Brent os índices autos de homicídios preocupou em muito o médico epidemiologista Gary Slutkin, ele começou a estudar e lançou mão da figura dos “interruptores”, pessoas da própria comunidade de preferência ex-presidiários que recuperaram e hoje são peças principais no combate à violência. Essas pessoas além de evitar a guerra do tráfico de drogas, eles também têm a responsabilidade de conter os homicídios.
Na manhã da última quinta-feira (05), Bernardo D’Almeida, secretário Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos recebeu no Centro da Juventude (CJ) de Santo Amaro, Brent Decker e o interruptor, Frankie Sanchez que na ocasião explicou aos jovens do CJ o método de trabalho da instituição. Ele detalhou como funciona a mediação, a construção e o desenvolvimento das atividades com os moradores para atingir a redução dos riscos e mudanças das normas comunitárias lançando mão da prática de esportes, palestras e encontros sociais.
Segundo Bernardo, os representantes da Cure Violence participaram da reunião do Pacto Pela Vida que acontece toda quinta-feira, na Secretaria de Planejamento e Gestão – SEPLAG, e conheceram o Complexo Penitenciário do Curado, antigo Aníbal Bruno, localizado no Sancho, além de visitar o bairro de Santo Amaro onde conversaram com as pessoas em vulnerabilidade social assistidas pelo Centro da Juventude. O secretário informou que 10 jovens do CJ irão ser mediadores no combate à violência, na comunidade de Santo Amaro e a entidade Cure Violence irá remunerá-los pelo trabalho desenvolvido.
Na oportunidade Frankie, 48 anos, falou de como chegou na Cure Violence. Ele nunca conheceu o pai e perdeu a mãe aos 5 anos. Aos 11 já fazia parte de uma das maiores gangues de Chicago foi preso por anos quando saiu foi líder de gangue. Com essa liderança chegou a matar um inimigo e passou 25 anos em penitenciária de segurança máxima. Em 2008 saiu e conheceu a Cure Violence e desde então já evitou várias brigas, sempre mostrando o seu passado e que as pessoas por mais que tenham dificuldades, perdas e sofrimento na vida podem seguir outro caminho, o caminho do bem.
